domingo, 1 de maio de 2011

Não, eu não quero.
Não, eu não LHE quero.  Não mais.
E tudo isso faz com que eu me enjoe cada vez mais de ti.
Cada vez mais de teu cheiro, pele, jeito. Cada vez mais de nós.
E não há nada nem ninguém que possa mudar isso. Nem mesmo você.
Nem mesmo se eu quisesse.
E, sinceramente, dessa vez pode-se declarar o fim. 
Até porque, não fui só eu que mudei. E um dos maiores problemas hoje é a questão de eu ter evoluído e você regredido, cada vez mais. Agora tudo isso faz com que não sejamos mais tão complementares como éramos no início. Ambos vivendo opostamente.
Mas não, não há nada do que eu me arrependa. Mas também não há nada mais que me orgulhe.
Não há mais você aqui. Não há mais nós dois, há muito tempo.
Não há mais meu amor por você. Por você.
Se é que ainda há o teu por mim.
E agora, o que fica é todo meu desinteresse, minha má vontade e meu desapego por ti.
E sabes que às vezes só lhe quero como amigo, n’outras vezes, nem isso.
Só sei que não lhe quero mais aqui. Não quero mais nós. Não quero mais você.
E a partir de agora, passarei a querer coisas concretas.
E nós já não existimos mais, há tempos.
Se é que um dia existimos de verdade.



Escrito em: 02/08/2010

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