Mudanças... Ah, foram tantas mudanças desde então. Estado civil, colégio, casa, opinião, postura.
Mas, mesmo assim, eu não sei se quero tudo isso. Não realmente tudo, mas grande parte.
Casa, opinião e postura são os itens que eu não tenho como mudar, e que eu sei que, apesar de parecerem errados, são bons pra mim. Já o colégio, eu realmente estou gostando, curtindo.
O que realmente está me pegando é o estado civil, entende? É tanta coisa pra minha cabeça que eu sinto que eu realmente não queira isso. Até porque, eu sei que nasci extremamente livre, e se não me apego por completo por essa pessoa, eu não me entrego da cabeça aos pés, eu não duro muito ali.
E eu não quero isso.
Mais uma vez, talvez tenha me precipitado, me iludido, me atropelado. Talvez porque me atropelaram.
E, em mais uma das minhas hipóteses fica o sentimento de que o destino está nos afastando, e não apenas a minha situação, a minha mãe. Eu me sinto distante.
Talvez até porque, por causa de tudo aquilo que eu tenha feito e tu não saibas. Talvez porque eu não tenha a mínima vontade de lhe contar.
Talvez porque eu lhe considere mais amigo do que homem.
E eu me sinto culpada por isso, embora não pareça; Meio a tanto sentimento teu, tanto carinho, tanta importância que eu tenha tomado em sua vida.
Eu mais uma vez me encontro aqui, sem coragem, sem sentimento.
Embora isso me doa. Demais.
Eu realmente não sei como fazê-lo. Mais uma vez, o medo.
E como tu podes ser tão meigo e carinhoso comigo, mesmo eu distante, eu não sei.
Como eu posso interpretar tão bem, eu também não sei.
Pena você não poder decifrar tão bem meu olhar, distante. Minha falta de interesse, apática à sua ida.
E nem uma vez sequer consegui escrever teu nome ao lado do meu.
Mas agora, xingue-me de todos os nomes possíveis que vierem em tua mente. Vai lá, talvez eu até mereça. Talvez até mais do que isso.
Me dê um maldito tapa no rosto e faça-me chorar por tua falta. Sim, eu mereço.
Se sou ingrata? Sim, talvez eu realmente seja, e muito. Mas o que há de se fazer se não estou feliz com tudo isso? Conosco?
É. Talvez eu tenha obtido meu mais belo conto de fadas, e assim que me vi como a princesa que tenta fugir pela janela, percebi que não queria descer. Percebi que não teria prazer nenhum em descer.
Escrito em: 30/03/2010
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