segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ópio.

Noite fria, Cat Power tocando, cigarros queimando e o cheiro de erva no ar.
Toda aquela loucura, aquele desejo e vodca pura.
Mais uma noite passou e eu vesti tua camisa, bebi o resto da cerveja e fumamos o último cigarro.
Arranhei tuas costas, gemi baixinho e quis ser pra sempre parte disso.
Lençóis dessarumados, meia luz vindo do corredor e a porta entreaberta.
Quarto escuro, abafado e toda essa música de fundo.
A respiração já cessando e não mais tão cansada faz com que tudo comece a se apagar, aos poucos, e eu me desengane no teu peito alucinado que palpita de uma maneira agitada embaixo do emaranhado dos meus cabelos.
Amanhã é outro dia, meu bem. A gente vê o que faz. Ou desfaz.

Um comentário: