terça-feira, 20 de setembro de 2011

Era pele na pele, seu cheiro no meu. Nós dois juntos, intensos.
A falta de tempo e a vontade exalando no nosso olhar. Tudo o que eu queria era mais um pouco.
E as tuas frases não saem da minha cabeça. Teu rosto, teu semblante, teu gosto e a sensação de infernizar, enlouquecer; enquanto você ria, eu pedia mais.

sábado, 17 de setembro de 2011

Teu perfume ainda nas minhas mãos. Minha vontade recente. Tua boca na minha e um enroscado de cabelos, lambidas, chupões, desejos.
Eu que você. E não só querer, eu quero.
E eu acho melhor eu me render.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Unhas vermelhas, batom mal passado e um perfume barato. Tênis marinheiro, uma xadrez e cheiro de cigarro queimando. Pouco a pouco ia me seduzindo, conforme o tempo ia esfriando. Ia me atiçando conforme a gente ia se envolvendo. Ia me amarrando enquanto a gente ia se ganhando.
Não sei se sei, só sei que não sei.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cinco maços de cigarro e algumas cigarrilhas.

Há dias não chovia. E eu fui te procurar. Tive o rosto respingado pelas gotículas que esperavamos há um conjunto de dias secos.
Intensos.
Me preocupei, usei perfume e desencontrei.
E depois disso, só te encontrei aonde a conversa flui e se sabe exatamente o significado do silêncio.
Está acontecendo denovo? Cultivemos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Então.

Sabe quando você tá com saudade? Quando você sente falta?
Quando você quer o beijo, o cheiro de cigarro e o carinho de volta?
Mas que mesmo assim, apesar de tudo isso, a rotina não deixa.
Não deixa que eu diga deixa e vá.
Porque eu não quero ir.

Vergonha (?)

E fica naquele fala, não fala, mas joga e teme.
Espera, pensa, imagina e sente.
Tenta saudade, tenta falta mas é vontade.
É desejo. De mais um beijo...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cheiro de cigarro, pele, erva e cerveja.
Meu amor, não se canse tão fácil.
Não descanse tão rápido. Não grite tão alto.
Não se mexa quando te abraço, não se mova enquanto lhe sinto.
Continue com a roupa com cheiro de limpo.

Ópio.

Noite fria, Cat Power tocando, cigarros queimando e o cheiro de erva no ar.
Toda aquela loucura, aquele desejo e vodca pura.
Mais uma noite passou e eu vesti tua camisa, bebi o resto da cerveja e fumamos o último cigarro.
Arranhei tuas costas, gemi baixinho e quis ser pra sempre parte disso.
Lençóis dessarumados, meia luz vindo do corredor e a porta entreaberta.
Quarto escuro, abafado e toda essa música de fundo.
A respiração já cessando e não mais tão cansada faz com que tudo comece a se apagar, aos poucos, e eu me desengane no teu peito alucinado que palpita de uma maneira agitada embaixo do emaranhado dos meus cabelos.
Amanhã é outro dia, meu bem. A gente vê o que faz. Ou desfaz.