segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pra me danar, por essa estrada, mundo à fora, ir embora, sem sair do meu lugar...





Tive de descer agora, mais uma vez levar o lixo.
Antes fosse todo lixo de minha vida.
E automaticamente me peguei trancando o portão, já como o de rotina, voltando para aquele lugar que deveria chamar de lar.
E mais, nenhuma vez, minha vontade se sair correndo foi enorme.
Minha vontade de me libertar foi maior.
E meu juízo insano não permitiu.
Não ME PERMITIU.


E tudo que eu queria agora era o meio do nada, e mais nada.
Só nós dois. Um só.
Eu e você, você e eu.
E enquanto isso, tudo que estou lhe devendo há vidas. Tudo que possa ser de utilidade pra nos saciarmos.
Um do outro, outro do um.
E nada mais.


Só queria uma vida tranquila ao lado teu.
Uma vida simples, mas feliz.
Com toda felicidade que tu me trás quando toca meus lábios.
Com todo desejo que me dá quando me faz arrepiar.
Com todo o sorriso que faz meu olhar ter quando lhe vê.
Pra sempre. De vez.
Com tudo aquilo que queremos, desejamos, amamos.
Pra sempre, nós dois.
Se mais nenhuma preocupação.




"Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar" - Lisbela, Los Hermanos.


[u]http://letras.terra.com.br/los-hermanos/71186/[/u]

Texto escrito em 03/10/2010,  só pra constar.

sábado, 4 de setembro de 2010

Por Uma Vida.

Ah Deus, pra que todo esse sofrer?
Pra que todo esse câncer? Pra que todo meu morrer?
Pra que todo romance?
E tudo isso dói, como dói.
Machuca, como machuca.
Além do mais, mutila.
E nós faz perder o ar,
agonizar pouco à pouco
por uma vida tranquila.
Por uma vida pacifica.
Por uma vida normal.



"I need a fix 'cause i'm going down."

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

I'll be there in your dreams

O amor... ah o amor.
É aquela porra que todo mundo tem que passar,
É aquilo tudo que faz a gente mudar
Que faz a gente passar, sofrer.
Morrer.
Pouco a pouco, faz acontecer, doer.
Me faz perder.
Acontecer, e renascer.

domingo, 22 de agosto de 2010

Poder contar.

Só queria poder contar com menos expectativas,
pra menores decepções.
Queria poder contar com a certeza de que eu vou te encontrar
Te encontrar
E você me fará amar, pra sempre
E gostará do meu gostar.
E eu lhe tirarei o ar.
Será que é tão difícil compreender?
Tão difícil perceber?
Que eu sou só mais uma perdida naquele tempo espaço louco chamado amor
Chamado você
Chamado querer.
Só queria poder encontar você, encontrar alguém, encontrar nós
Nós dois.
Nossa pele, nosso cheiro, nosso lugar.

A nossa geladeira

Não, não queria que tivesse terminado.
Não do jeito que terminou.

E ainda assim, apesar de nos falarmos hoje, nos machucamos demais no passado.
Eu lhe machuquei demais no passado.
E eu não queria ter feito tudo aquilo.
E tudo aquilo que falamos hoje me deixou com tanta saudade sua.
Tanta saudade de nós.
Tanta VONTADE de nós.
Vontade de que houvesse tudo aquilo que falamos.
A nossa geladeira.
Só queria que tudo pudesse ter sido diferente, e que nós pudessemos ter feito diferente.
Mas foi uma pena, pois o destino quis assim, apesar de termos tudo pra darmos certo juntos.
Ok, menos o Nescau, os steaks de frango, o feijão batido, o meu miojo cru contra o seu cozido por 40minutos, meu leite desnatado e sua fanta uva.
Mas sim, nós tinhamos.
Porque nós nos amávamos. E muito.
Só eu sei o quanto eu amei você.
E sei que ainda amo um pouco, até porque, nada acaba tão rápido assim.






 Só queria poder voltar no tempo pra entender o que eu quero!










Olívia Hublet.

Teu sorriso em meus lábios que estarão em teu sorriso.

Ah, merda, mais uma vez, estou aqui.
E sim, você voltou. E sim, você SEMPRE esteve aqui.
E do meu peito você nunca saiu.
E não pretendo que saia, mesmo que a tua ferida ainda me doa.
E eu sei que não vai sair. Eu só sei que vai ficar.
E que eu vou te amar.
Pra sempre.
Mesmo você não querendo isso.
Terei você aqui, embaixo da minha pele, implantado na minha carne, cada vez mais fundo.
Cada vez mais forte.
Cada vez mais maduro.
Cada vez mais você, menino.
Mas o pior de tudo é que eu sei que você sabe.
E eu sei que você sabe que eu sei que você não está nem ai,
e que teu nome rima com meu sofrer,
combina com meu querer
e ilude a minha dor,
e renuncia meu prazer.
Sem lhe deixar nenhum rancor,
me faz feliz, te faz fugir, me faz aqui.
Já não lhe dá nenhuma dor.
Esperando acontecer.
O que nunca vai existir, e que cada vez mais só tende a ruir.
Enquanto teus olhos só servem pra ferir aquilo que há dentro de mim,
e que eu sei que há demais um ti.
Aquilo tudo que me fez cair.
Seus malabares de versos que cairam sob mim.
E nunca mais me fizeram reconstruir.
Avante e além, daquilo tudo que eu ainda quero fazer existir.
Mesmo que seja impossível se construir.
Seu coração ainda será meu. E eu ainda vou sorrir.
Teu sorriso em meus lábios que estarão em teu sorriso.












 Eu sei que você sabe que é de ti que estou falando!



Olívia Hublet!.